domingo, 21 de junho de 2009

Comparação: a vilã da individualidade humana.


O ser humano é uma criatura incrível, mas infelizmente muito influenciável. As pessoas passam mais da metade da vida se comparando com as outras, deixando de lado o fato que cada sujeito é único e tem particularidades: morais, intelectuais e estéticas.

Reportagens demonstram que muitos jovens cometem verdadeiras loucuras para alcançar os "padrões de beleza" desejáveis na sociedade. Os meios de comunicação de massa fazem as crianças sonhar com esse tal padrão, o que por vezes pode prejudicar o trabalho das escolas de fazer com que os pequenos desde cedo convivam com as diferenças, respeitando e compreendendo, não o feio, mas sim o diferente, até porque cada ser humano é único e aprender a respeitar as diferenças é um dos primeiros passos para uma sociedade harmônica.

O defeito que quase todo sujeito tem de se comparar com outro, traz a tona uma questão muito importante para o homem: a sua individualidade, característica inerente a cada ser, que vem sendo lesada, desde tempos remotos, por extremismos ideológicos.

“(...) o homem poderá fazer uso consciente do seu livre arbítrio, resgatar a sua vida (...)”, vida que está aprisionada às vezes imperceptivelmente por paradigmas egocêntricos.

Antes de continuar, quero deixar bem claro, que não estou criticando a identificação do individuo com algum grupo (minoria) que seja determinado por um padrão, pois essa é outra característica essencial para a convivência do sujeito na sociedade, que é a pessoa se identificar com alguém que possua os mesmos gostos que ela.

O ponto de impacto aqui é a comparação nociva, por exemplo: “Eu não tenho um corpo desejável como a fulana tem” ou então, “eu queria ser como a ciclana”. Isso é um verdadeiro veneno para o bem estar da pessoa, é um verdadeiro desrespeito a própria individualidade, ao modo de ser, de cada um. Uma pessoa que não ama a si mesma está destinada a ter uma vida frustrada.

“O esquecimento de si mesmo equivale a uma escura masmorra psicológica, onde involuntariamente cada um encerra seu próprio espírito” (PECOTCHE, 2009 p. 12).

Eu admito, já passei por isso, passei semanas quebrando a cabeça, questionando porque eu não nasci como fulana, mas depois de um certo tempo e muita leitura, você acaba entendendo que tem coisas muito mais interessantes na vida: nós mesmos.

Ninguém vai lutar por você, por isso devemos nos amar, do jeito que somos, seja como for, mas isso, porém não quer dizer que devemos nos conformar com nossa situação. Temos de dar sempre o melhor de nós, e lutar por nossos sonhos, acreditar em nosso potencial.

Quem acredita em si mesmo pode tudo.

Fonte:

PECOTCHE, Carlos Bernardo González. Curso de iniciação logosófica: Estudos práticos dos conhecimentos que o integram. São Paulo: Logosófica, 2009.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Colapso na atualidade


Em épocas tão agitadas as pessoas parecem a beira de um colapso. Muitas informações para guardar, trabalho para fazer, contas para pagar. Isso pode soar meio óbvio, mas, mesmo assim, as pessoas não param para fazer uma análise da situação em que vivem.
A vida virou rotina, reclamar virou um péssimo hábito, tempo para as pessoas cuidarem de si mesmas só se for no salão de beleza. E a aparência de nossa personalidade, nossa fábrica de sonhos? Sim, infelizmente ela está sendo lesada pelo abandono causado por um dos hábitos mais prejudiciais ao bem estar do ser humano: o esquecimento de si mesmo.
. Segundo Augusto Cury, " Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles".

"Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável."(Augusto Cury).

Nada mais triste nem mais solitário do que uma pessoa sem auto confiança. Diariamente vejo pessoas sem expectativas, conformadas com sua situação, sem aquele brilho no olhar. Vidas que parecem apagadas pela falta de " uma boa injeção de otimismo".

Para quem lê, isto pode parecer pessimista, até concordo, mas, para solucionar um problema, primeiramente precisamos buscar o fator gerador de todo o efeito não desejável, para dai sim partirmos para outra etapa, que será o alvo de discussão no próximo post.

Para quem procura um um bom livro para ler a respeito do assunto, indico "Nunca desista dos seus sonhos", de Augusto Cury.